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Das bloggers que eu adoro ou de como há palavras que poderiam ser minhas

Friday, 3 June 2011

Anne Hathaway fotografada by Matt Jones

Devo começar por esclarecer imediatamente que, para mim, a vida sem chocolate não faz sentido nem nunca fez. Desde que me lembro de ser gente, como se costuma dizer, que a importância do chocolate na minha vida foi sempre fundamental - o leitinho com chocolate pela manhã alegrava-me o pequeno almoço; o caramelo do Mars dava todo um renovado entusiasmo aos fins-de-semana, em que ainda por cima o Duarte e Companhia passava na televisão. Mais tarde, fui crescendo e descobrindo as maravilhas sedosas de um Guylian ou Côte d'Or, embora não Godiva, não acho muita piada a este último; porém, considero que, por exemplo, a opção Milka é perfeitamente aceitável e sai muito em conta. E o que dizer de um quadrado negro 84% cacau a derreter na boca, a acompanhar o café ou o chá? Não é preciso mais nada na vida.



Bom. Como o chocolate é parte integrante do meu ser, é natural que eu seja uma pessoa aberta às várias combinações que o chocolate permite, mormente chocolate com chantilly, chocolate com frutos secos, chocolate com fruta. Com fruta? Com certa fruta. Sim, porque estou em crer que quem aprecia verdadeiramente chocolate sabe que esta ambrósia quase divina não se presta a qualquer tipo de fruta, aliás, não se presta a quase nenhuma fruta. O chocolate, como muitas pessoas que por aí andam, é esquisito e comichoso (belo vocábulo). Sendo comichoso, gosta de uma fambroesa ou de uma bananinha, por exemplo, e até admito que goste de um morango, agora - de laranja? Duvido muito.

...

 Há combinações que são assim, em teoria parecem bem, mas na realidade são um desastre. E, se a pessoa não é esperta e não as topa à distância (às combinações, quero eu dizer), fica com a vida e com o intestino estragado, e depois as coisas muito dificilmente voltam ao que eram antes. Ah, pois.


 
Escrito por Rita F., no seu Rua da Abadia (outro dos meus blogues favoritos)

O Barney ou de como há homens que são um corta-interesse total

Thursday, 2 June 2011

Paul Giamatti e Rosamund Pike em "Barney's Version"


Ontem fui ver o filme "Barney"s Version" e nunca pensei que me causasse tanta urticária. Não que o filme seja mau, não, o filme é bem interessante, é leve, os atores são ótimos. O problema foi mesmo o Barney, personagem tão bem interpretada pelo Paul Giamatti. O Barney, para além de fisicamente não ser nada favorecido, era uma nulidade em tudo. No trabalho. Nas relações. E ainda era um estuporzinho de um traidor. No dia de um dos seus casamentos apaixonou-se por uma convidada e tudo fez para que ela ficasse com ele, por exemplo, mantendo o seu casamento. Para além disto tudo, o Barney fumava e bebia o dia inteiro, apanhando bebedeiras de caixão à cova, e ainda devorava os jogos que passavam na televisão como um maluquinho.

O pior de tudo, e daí a urticária, é que o Barney ilustra na perfeição uma classe de homens que para mim são um corta-interesse total. E tantos que há por aí. Tantos, senhores. Já conheci mulheres bem interessantes (como uma das que veio a casar com o Barney) que estão casadas há anos com Barneys, presas a um casamento que não lhes traz nada de bom, apenas chatices. Só porque se acostumaram àquilo, e porque, inacreditavelmente, ainda conseguem amar aquelas criaturas, não sabendo bem porquê. Talvez pelo medo de ficarem sozinhas. Não sei. A realidade é que conheço algumas assim, que mereciam mil vezes melhor do que aquilo que têm. Eu tenho para mim que nunca (sim, eu sei que nunca devemos dizer nunca, mas aqui quase que arriscaria) me sujeitaria a uma relação com um Barney. Antes sozinha a dormir debaixo de uma ponte.
 

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