Diane Kruger fotografada para a InStyle UK por Ben Watts, outubro 2011
Cada vez conheço mais raparigas desesperadas por ter alguém. Querer ter alguém quando se está solteiro, é perfeitamente natural, andar desesperada por ter alguém, não. Basta dar um olho por conhecidas minhas depois dos trinta, e não só, para verificar que andam simplesmente desesperadas por ter alguém. Neste momento, conheço muito poucas que gozam a sua solteirice como deve ser e que não se assustam com o facto de ficarem sozinhas, ou pelo menos sem uma relação estável, o resto da vida.
Depois é vê-las a colecionarem homens atrás de homens. Ai não dá com este? Há-de dar com o próximo. Eu tenho é de arranjar alguém que não posso ficar atrás dos outros. E ali andam elas naquele desespero. Eu estive anos solteira, tive algumas relações sérias e outras menos sérias, houve alturas em que queria mesmo ter uma relação séria e estável com alguém que realmente tivesse muito a ver comigo, é natural querer isso, mas percebi sempre uma coisa - em desespero opta-se sempre pelo mais rápido e fácil, o que raras vezes é o melhor. Além de que o desespero se nota a léguas e não há relação fruto disso que sobreviva muito tempo ou que sobreviva com qualidade para ambas as partes.
Curiosamente, foi quando eu encarei melhor a minha solteirice e me convenci mesmo de que não vinha mal ao mundo se eu ficasse solteira o resto da vida, que conheci o meu Amor. Aquela coisa pirosa do quando menos esperamos, acontece, é muito cliché, mas adapta-se perfeitamente à minha vida
(Este post não se refere, obviamente, às pessoas que colecionam relações atrás de relações, ou homens atrás de homens, porque gostam disso e não querem compromissos.)
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