Com as últimas mortes de figuras públicas portuguesas, sobretudo a do Miguel Portas e a do Sasseti, criou-se pela blogosfera fora uma corrente de indignados (mais concretamente de indignadas, uma vez que só vi mulheres a escreverem sobre o assunto) que criticam todos os que escrevem sobre estas mortes e as lamentam quase como se privassem com as pessoas que partem. Que isto é de gente doida. Quem é que esta gente pensa que é para escrever assim? Que quando as pessoas partem já não nos pertencem e não devemos andar para aí a chorar estas mortes como se fossem nossas.
Eu confesso que acho isto tudo patético, e pergunto - qual é o problema de escrever sobre isso? Desde que se saiba respeitar a fronteira entre o que é pessoal e o que é público, e desde que haja sempre respeito pela dor dos amigos e familiares do que morre, não estou a perceber qual é o problema das manifestações de carinho e homenagens por parte dos admiradores do trabalho da figura pública que morre. Para além disso, acredito que a família até goste de ver o seu ente querido recordado e acarinhado pelas pessoas. Triste seria ver partir alguém que amamos e ninguém a chorar a sua morte.
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