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Vamos ajudar os leitores # 1

Monday, 13 September 2010


Lilly Allen

A primeira leitora, devidamente identificada, expõe o seguinte:

"Eu não quero ter filhos, não me quero casar. Mudei de país com alguém para construirmos algo melhor juntos. Ele não tem grande experiência em relações amorosas, e eu já tive o meu coração estraçalhado uma vez. E nunca mais voltou a ser o mesmo. Mas enfim, sobrevive-se!

Bom, mas o cerne da questão aqui reside no facto de eu não querer ter filhos, não querer casar. Sempre o deixei bem claro à pessoa que está comigo e estamos a pensar separar-nos pois ele quer ter filhos daqui a uns 5 anos. Não sei, eu não sinto essa necessidade. A gravidez por si só dá-me arrepios. O parto então, nem se fala. Considero “ter” filhos se adoptar ou através de uma barriga de aluguer. Ele não quer sequer pensar nessa solução. E diz-me que se eu não quero mesmo de todo ter filhos, é melhor não construirmos mais nada daqui para a frente. Já desde miúda que tenho esta perspectiva (ele chama-lhe panca) e sinceramente não me vejo mudar. É qualquer coisa dentro de mim que está virada para outro lado.

Continuando, eu sempre lhe disse que estes dois acontecimentos não correspondem a elementos que, de todo, definem o que é para mim a felicidade ou que farão de mim uma pessoa mais completa. Ele diz-me para eu amadurecer a ideia. Eu disse-lhe que não me vejo com filhos, nem agora nem nos próximos 10 anos. No entanto, em primeiro lugar não lhe posso prometer coisas que não sei se serei capaz de cumprir, e em segundo a vida dá muitas voltas. Eu posso ter esta ideia há já diversos anos, no entando, depois de atingir outros objectivos pessoais, como carreira profissional, viagens entre outros, talvez o relógio dê sinal. Mas é algo que não sei. Não posso prever o futuro.

Simplesmente há mulheres que não nasceram com relógio biológico. E eu, muito provavelmente, sou uma delas. Não tenho medo de o dizer quando me perguntam, pois não penso que haja nada de errado com a minha perspectiva. O que me faz feliz a mim, não será de todo o que faz a Kitty feliz, ou outra pessoa qualquer. Esta coisa da coacção social dá comigo em doida. Ainda mais quando as pessoas me querem fazer acreditar que eu estou completamente errada na minha escolha.


Sei que tudo isto pode levantar uma série de questões, como:
- Se ele não quer ficar comigo é porque não me ama de verdade.
- Se eu não quero ter filhos com ele (pelo menos da forma “natural”) é porque não o amo.


Entre outros. Mas pondo tudo isto de lado. Eu não sou menos humana porque não vejo no casamento e na maternidade uma realização para a vida. Eu não estou errada. Eu sei que não estou. So que, por vezes, aqui num pais estranho e com poucas amizades próximas fico a dúvidar um pouco da minha sanidade mental e a dúvidar de mim mesma, daí a razão de lhe enviar este email."


Vamos lá todos ajudá-la, respeitando e não condenando a sua vontade.

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