Estou completamente rendida ao guarda-roupa da Kate Middleton. Queria tudo. Especialmente os casacos AlexanderMcQueen.
Das futilidades
Thursday, 30 June 2011
Estou completamente rendida ao guarda-roupa da Kate Middleton. Queria tudo. Especialmente os casacos AlexanderMcQueen.
Dos piores filmes de sempre (contém spoilers)
Eu e a miss Daisy vamos sempre uma vez por semana juntas ao cinema. Como já vimos os mais interessantes e decentes que estão atualmente em exibição, decidimos fazer do final de tarde de ontem uma coisa divertida, e porque não uma comédia daquelas bem cliché? Coisa que evitamos a todo o custo porque, em geral e salvo raras excepções, nunca achamos piada a nada, parece-nos sempre tudo demasiado óbvio e todas as piadas estão mais do que batidas. Mas hoje arriscámos e fomos ver o filme "Bad teacher", com a Cameron Diaz. Claro que ninguém espera que dali venha alguma coisa de jeito, a não ser que nos proporcione umas boas gargalhadas, mas não se espera assim uma coisinha tão má.
A história resumida é basicamente o seguinte:
Há uma professora, a Elisabeth, muito interesseira, que quer ter umas mamas novas, porque acha que assim arranjará mais facilmente um namorado rico, e que tudo faz para arranjar dinheiro para fazer a cirurgia. Não quer saber dos alunos, nem de mais nada, apenas quer dinheiro. Tudo se resume a dinheiro. Ela só pensa em dinheiro. Aliás, no filme tudo se resume a dinheiro e a sexo. As aulas dessa professora resumem-se a passar filmes na sala de aula para os alunos verem, enquanto ela cura as ressacas. E faz todas as asneiras possíveis, quer com os alunos, quer com os colegas, quer com os pais dos alunos. Quando percebe que, se os seus alunos tiverem boas notas num determinado exame, recebe uma boa quantia de dinheiro, começa logo a matutar um esquema para conseguir isso. Então, recorrendo às maiores trafulhices, consegue arranjar esse tal exame antecipadamente, e os seus alunos acabam por ser os melhores, recebendo ela o prémio.
Enquanto a história se desenrola, há uma personagem, a Amy, propositadamente ridícula e irritante para nós não gostarmos dela, que vai descobrindo as suas trafulhices e a vai incriminando. Mas sempre em vão, porque a Elisabeth safa-se sempre. No final, eu ainda esperei que a dita professora pagasse por tudo o que fez, mas não. Ela arranja maneira de lançar todas as culpas para a outra que descobria as suas tramoias. E essa desgraçada acaba por ser transferida para uma escola muito difícil lá para cascos de rolha, ao passo que a personagem principal - a tal que fez tudo o que de errado podia fazer - não só encontra o amor da sua vida, como ainda é promovida a conselheira da escola.
Moral da história: Quanto mais lixarmos e enganarmos os outros, mais somos valorizados e reconhecidos. Não há dúvida de que começo a acreditar que é isso que acontece na realidade, mas pensava que nos filmes, mesmo nas comédias mais rascas, ainda se lutava um pouco contra isso.
Das bloggers que eu adoro ou de como há palavras que poderiam ser minhas há dois anos atrás, quando era solteira e andava nessa coisa dos "dates"
Wednesday, 29 June 2011
Jessica Stam fotografada por Greg Kadel para a Vogue Russia, Dezembro de 2010
O tal gajo giro do Krav Maga chegou-se à frente e convidou-me para tomar café. E isto de [certos] homens é como ir a Santa Cruz ver o pessoal a fazer-se ao mar que o diabo criou só para se divertir. Passados 10 minutos de conversa afiançou-me que nunca leu um livro e nem tem interesse nessas coisas, que é como quem diz vou ali dar um mergulho mas afinal manda o chapão da vida que lhe deixa o peito em carne viva. A meio da conversa [e eu já a ver a onda de 7 metros a formar-se no outside] faz-se novamente ao mar numa tentativa patética dum mergulho épico, tal e qual as tais pessoas em Santa Cruz que tentam mergulhar quando a fúria da onde se apresenta, mas que simplesmente são tão enroladas que chegam à beira mar sem dentes. Ele também. No finzinho, já a perceber que se calhar a coisa não estava a correr bem, e tal como as pessoas de Santa Cruz também acham que é mais seguro, mandou-se para fora de pé: gosto muito de touradas, disse. Obviamente, afogou-se.
Da autoria da Filipa Milagaia, no seu excelente blogue Pelos Olhos de Neptuno
O tal gajo giro do Krav Maga chegou-se à frente e convidou-me para tomar café. E isto de [certos] homens é como ir a Santa Cruz ver o pessoal a fazer-se ao mar que o diabo criou só para se divertir. Passados 10 minutos de conversa afiançou-me que nunca leu um livro e nem tem interesse nessas coisas, que é como quem diz vou ali dar um mergulho mas afinal manda o chapão da vida que lhe deixa o peito em carne viva. A meio da conversa [e eu já a ver a onda de 7 metros a formar-se no outside] faz-se novamente ao mar numa tentativa patética dum mergulho épico, tal e qual as tais pessoas em Santa Cruz que tentam mergulhar quando a fúria da onde se apresenta, mas que simplesmente são tão enroladas que chegam à beira mar sem dentes. Ele também. No finzinho, já a perceber que se calhar a coisa não estava a correr bem, e tal como as pessoas de Santa Cruz também acham que é mais seguro, mandou-se para fora de pé: gosto muito de touradas, disse. Obviamente, afogou-se.
Da autoria da Filipa Milagaia, no seu excelente blogue Pelos Olhos de Neptuno
O que é nacional é bom
Sunday, 26 June 2011
O Último a Sair é, talvez, o programa de humor mais bem conseguido dos últimos anos. E o Miguel Guilherme é o ator com mais piada de todos os tempos. Adoro-o. E o Roberto Leal também está tão bem.
Das bloggers que eu adoro ou de como há palavras que poderiam ser minhas
Friday, 24 June 2011
Marilyn Monroe fotografada por Andre De Dienes, 1949
Da autoria da Rosa, no seu vemo-nos por aí (que, para além das palavras, tem sempre umas fotos lindas)
Da autoria da Rosa, no seu vemo-nos por aí (que, para além das palavras, tem sempre umas fotos lindas)
Bom, vou ter de falar daquilo de que todos estão à espera
Thursday, 23 June 2011
George Clooney & Gemma Ward fotografados para a Vanity Fair por Norman Jean Roy, Novembro de 2006
Pois é, o George Clooney está novamente solteiro. Caiam confetis. Serpentinas. Abram-se garrafas de champanhe. Nãooo. Desta vez eu não vou lutar pela sua atenção nem pelo seu amor, obviamente, porque sou uma mulher mais do que comprometida e mais do que apaixonada (ao ponto de achar todos os homens, à exceção do meu Amor, completamente desinteressantes e sem graça, George Clooney incluido). Por isso, meninas, é todo vosso. Façam bom proveito, e, não se esqueçam, cuidado com as indigestões.
Do novo governo
O Passos Coelho está a subir na minha consideração de dia para dia. É certo que me irrita solenemente o seu tom de voz sempre muito bem colocado e o seu ar impecavelmente perfeito, mas a verdade é que tem somado pontos atrás de pontos. Esta é mais uma razão para isso.
Nunca mais chegam as férias? Who cares? Afinal de contas, não é sexta-feira, mas é como se fosse!
Wednesday, 22 June 2011
George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon
Mesmo que amanhã, feriado, vá passar o dia a preparar avaliações. Mesmo que sexta-feira vá ter reuniões atrás de reuniões. A verdade é que as aulas acabaram, e isso é sempre motivo para festejar.
Mesmo que amanhã, feriado, vá passar o dia a preparar avaliações. Mesmo que sexta-feira vá ter reuniões atrás de reuniões. A verdade é que as aulas acabaram, e isso é sempre motivo para festejar.
Dos posts antigos e do meu Amor
Monday, 20 June 2011
Ewan McGregor e Alison Lohman em Big Fish (2003)
Às vezes, quando tenho tempo, ponho-me a ler os posts antigos e ponho-me a pensar no quão tolinha eu era. Se calhar toda a gente que tem um blogue há mais tempo sente isso ao ler posts passados, não sei. Eu sinto. Não me revejo em muitos dos textos e olho incrédula para certos disparates que escrevia. Informação a mais em alguns deles. Generalizações a mais noutros. Julgamentos escusados em outros tantos. Levava isto demasiado a sério. É o que era. E fazia do blogue uma rotina diária obrigatória. Coisa que hoje em dia já não acontece. Mas há uns posts que me fazem sempre rir imenso, são os corta-interesse. Satisfaz-me olhar para o meu Amor e verificar que ele não tem qualquer um deles. Até poderia ter. Não era por isso que eu ia gostar menos dele. Claro. Os defeitos fazem parte do ser humano. Mas a verdade é que não tem qualquer um deles. E não, não andei de lista na mão. Até podia, houve alturas em que andei lá muito perto - sem comentários - mas não, nunca cheguei a esse ponto. Isso seria demasiado ridículo. Se calhar foi tudo uma coincidência. Ou não. Se calhar ele já estava mesmo destinado a aparecer na minha vida assim tão lindo e tão perfeito aos meus olhos, e, se calhar, era por isso que certas coisas não me faziam sentido.
Às vezes, quando tenho tempo, ponho-me a ler os posts antigos e ponho-me a pensar no quão tolinha eu era. Se calhar toda a gente que tem um blogue há mais tempo sente isso ao ler posts passados, não sei. Eu sinto. Não me revejo em muitos dos textos e olho incrédula para certos disparates que escrevia. Informação a mais em alguns deles. Generalizações a mais noutros. Julgamentos escusados em outros tantos. Levava isto demasiado a sério. É o que era. E fazia do blogue uma rotina diária obrigatória. Coisa que hoje em dia já não acontece. Mas há uns posts que me fazem sempre rir imenso, são os corta-interesse. Satisfaz-me olhar para o meu Amor e verificar que ele não tem qualquer um deles. Até poderia ter. Não era por isso que eu ia gostar menos dele. Claro. Os defeitos fazem parte do ser humano. Mas a verdade é que não tem qualquer um deles. E não, não andei de lista na mão. Até podia, houve alturas em que andei lá muito perto - sem comentários - mas não, nunca cheguei a esse ponto. Isso seria demasiado ridículo. Se calhar foi tudo uma coincidência. Ou não. Se calhar ele já estava mesmo destinado a aparecer na minha vida assim tão lindo e tão perfeito aos meus olhos, e, se calhar, era por isso que certas coisas não me faziam sentido.
Das fotos com vida
Sunday, 19 June 2011
Quase a fazer lembrar aquela tirada por Alfred Eisenstaedt, no final da Segunda Guerra Mundial, em plena Times Square. Esta, da autoria de Richard Lam (para a Getty Images), foi tirada em Vancouver, durante os confrontos que ocorreram na final da Stanley Cup de hóquei no gelo, entre os Vancouver Canucks, a equipa da casa e grande derrotada da noite, e os Boston Bruins. Parece que a rapariga chorava devido aos ferimentos provocados pela polícia e o namorado estava a ajudá-la, beijando-a assim desta forma. Eu, como romântica incurável que sou (cada vez mais), fiquei apaixonada por esta foto.
Do novo Ministro da Educação
Há dias, na sala de professores, em conversa sobre os possíveis Ministros da Educação, uma das minhas colegas (que por acaso até lê este blogue, olá E.) disse que adorava que fosse o Nuno Crato. Parece que as suas preces foram ouvidas. Fiquei muito contente porque sempre o admirei. Para além do seu currículo invejável de matemático e investigador, já foi professor em vários níveis de ensino, desde o Ensino Secundário ao Ensino Superior, o que acho fundamental para ocupar este cargo. Porque fartos de pessoas que trabalharam toda a vida fechadas em gabinetes (como é o caso da maior parte dos responsáveis pelas novas medidas que se vão lançando), que não têm a mínima noção de como é o ensino e de como são as escolas e respetivos alunos, e que passam a vida a lançar postas de pescada e leis sem qualquer fundamento cá para fora, estamos nós. Agora, vou cruzar os meus dedos, e esperar para ver como vai ser na prática. Mas, tendo em conta as suas intervenções públicas anteriores a este cargo, parece-me que mudanças não vão faltar.
(Já agora e numa altura de mudanças, eu, como professora, exijo um novo representante da Fenprof. É que já não se aguenta aquela criatura que dá pelo nome de Mário Nogueira - conhecido por mim como bigodes. Como professora sinto-me constrangida de cada vez que aquele homem abre a boca, sobretudo por saber que todas as pessoas pensam que todos os professores pensam como ele.)
(Já agora e numa altura de mudanças, eu, como professora, exijo um novo representante da Fenprof. É que já não se aguenta aquela criatura que dá pelo nome de Mário Nogueira - conhecido por mim como bigodes. Como professora sinto-me constrangida de cada vez que aquele homem abre a boca, sobretudo por saber que todas as pessoas pensam que todos os professores pensam como ele.)
E por falar em educação
Friday, 17 June 2011
Estou aqui colada à sic notícias, mortinha por saber quem é o novo Ministro da Educação. Eu confesso que até gostava da Isabel Alçada, já da Maria de Lurdes Rodrigues não podia dizer o mesmo.
(A nova Ministra da Justiça é a Paula Teixeira da Cruz. E se há mulher que eu adoro na política deste país, é ela.)
(A nova Ministra da Justiça é a Paula Teixeira da Cruz. E se há mulher que eu adoro na política deste país, é ela.)
Do fim das aulas
Amy Adams
As aulas estão quase a terminar. Acho que nunca houve um ano em que desejasse tanto isso (e antes que venham para aqui atirar pedras e dizer que vou já entrar de férias, aviso já que não, que só em agosto as terei. fim das aulas não é sinónimo de férias para os professores). Este foi o ano letivo mais cansativo e mais difícil da minha carreira. A mudança de alunos quase roçou o traumatizante. Depois de ter tido uma turma muito muito boa em todos os aspectos, era previsível que isto acontecesse. E aconteceu. Os alunos de ano para ano pioram. É um facto que tenho observado nos meus catorze anos de carreira. São mais insubordinados. Chegam todos com o rei na barriga. Acham-se todos os melhores. Querem fazer tudo à sua maneira. Cada vez têm menos poder de concentração. Há tanto estímulo, tanta coisa para onde centrarem a sua atenção, que se torna cada vez mais complicado conseguir captar a sua atenção, mesmo que se faça o pino, sem que se dispersem ao fim de pouco tempo. No entanto, agora olhando para trás e para o estado em que chegaram no início do ano letivo, consigo ver a evolução deles. E que evolução. À custa de muito trabalho, de muita zanga, de muito não, de muita regra, de muitos nervos acumulados, mas a verdade é que estão muito diferentes, para melhor, para muito melhor. E é por estas e por outras que, apesar de tudo, continuo a adorar ser professora. Pelas gargalhadas que dou com eles, pelo crescimento deles a todos os níveis, pela ausência de rotina diária e pelo reconhecimento do meu trabalho no final de cada etapa.
As aulas estão quase a terminar. Acho que nunca houve um ano em que desejasse tanto isso (e antes que venham para aqui atirar pedras e dizer que vou já entrar de férias, aviso já que não, que só em agosto as terei. fim das aulas não é sinónimo de férias para os professores). Este foi o ano letivo mais cansativo e mais difícil da minha carreira. A mudança de alunos quase roçou o traumatizante. Depois de ter tido uma turma muito muito boa em todos os aspectos, era previsível que isto acontecesse. E aconteceu. Os alunos de ano para ano pioram. É um facto que tenho observado nos meus catorze anos de carreira. São mais insubordinados. Chegam todos com o rei na barriga. Acham-se todos os melhores. Querem fazer tudo à sua maneira. Cada vez têm menos poder de concentração. Há tanto estímulo, tanta coisa para onde centrarem a sua atenção, que se torna cada vez mais complicado conseguir captar a sua atenção, mesmo que se faça o pino, sem que se dispersem ao fim de pouco tempo. No entanto, agora olhando para trás e para o estado em que chegaram no início do ano letivo, consigo ver a evolução deles. E que evolução. À custa de muito trabalho, de muita zanga, de muito não, de muita regra, de muitos nervos acumulados, mas a verdade é que estão muito diferentes, para melhor, para muito melhor. E é por estas e por outras que, apesar de tudo, continuo a adorar ser professora. Pelas gargalhadas que dou com eles, pelo crescimento deles a todos os níveis, pela ausência de rotina diária e pelo reconhecimento do meu trabalho no final de cada etapa.
Ninguém merece visões destas
Monday, 13 June 2011
Emma Watson fotografada por Norman Jean Roy para a Teen Vogue, 2009
Nunca fui adepta de grandes manifestações de amor em público. Acho que - a não ser que se seja um adolescente imberbe de hormonas a saltitar (aí perdoa-se) - tudo o que vai para além de um abraço, de uma mão dada, de um beijo leve, ou de um carinho, deve ficar na intimidade de cada um. Por isso, hoje, quando eu e a Princesinha nos deparámos com duas línguas enormes a roçar uma na outra, à entrada do supermercado, assim estilo camaleão esfomeado que tenta chegar a um inseto pousado numas ramagens mais altas, vindas das bocas de dois espécimes que já não iam propriamente para novos, só conseguimos olhar uma para a outra com cara de nojo, seguindo-se umas valentes gargalhadas.
Nunca fui adepta de grandes manifestações de amor em público. Acho que - a não ser que se seja um adolescente imberbe de hormonas a saltitar (aí perdoa-se) - tudo o que vai para além de um abraço, de uma mão dada, de um beijo leve, ou de um carinho, deve ficar na intimidade de cada um. Por isso, hoje, quando eu e a Princesinha nos deparámos com duas línguas enormes a roçar uma na outra, à entrada do supermercado, assim estilo camaleão esfomeado que tenta chegar a um inseto pousado numas ramagens mais altas, vindas das bocas de dois espécimes que já não iam propriamente para novos, só conseguimos olhar uma para a outra com cara de nojo, seguindo-se umas valentes gargalhadas.
Sweet sixteen
Sunday, 12 June 2011
Leighton Meester
A minha sobrinha J., que está cada vez mais gira e mais crescida, faz hoje 16 anos. Parabéns, querida.
De como eu adoro a Elle Fanning e as fotografias do Yu Tsai
Friday, 10 June 2011
Elle Fanning fotografada por Yu Tsai para BlackBook Magazine, Junho 2011
A Elle Fanning é, talvez, a miúda mais interessante e promissora que apareceu nos últimos tempos. Adoro-a.
Ainda do Facebook
Wednesday, 8 June 2011
Desconfio sempre das pessoas que, não sendo figuras públicas, têm mil e tal amigos no Facebook. Lembram-me sempre aquele coveiro fotógrafo de uma excelente reportagem da Sic que tinha mil e tal amigos no Facebook e quando a mãe morreu não tinha ninguém para lhe segurar a mão ou para lhe dar o ombro para ele chorar.
Do Facebook
Audrey Tautou fotografada por Ellen Von Unwerth
O número de amigos da maior parte das pessoas que eu conheço aumenta exponencialmente à medida que o tempo passa. O meu diminui drasticamente de dia para dia.
O número de amigos da maior parte das pessoas que eu conheço aumenta exponencialmente à medida que o tempo passa. O meu diminui drasticamente de dia para dia.
Das eleições
Monday, 6 June 2011
Vai-se um convencidão, entra outro. E eu já me arrependi do meu voto. Enfim. Eu sabia que decidir em plena mesa de votos não ia dar bom resultado.
Das eleições
Sunday, 5 June 2011
Charlie Chaplin e Jackie Coogan em "The Kid", 1925
Nunca pensei chegar às nove horas de um domingo de eleições sem saber em quem votar. Nunca tal coisa me tinha acontecido. Na realidade tinha vontade de ir para as mesas de voto fazer uns corninhos e outras coisitas do género na cara de cada um dos candidatos. Era o que eles mereciam. Era, pois. Mas depois, já se sabe, não me sentiria bem comigo mesma. Por isso, vou continuar por aqui a enumerar prós e contras dos candidatos e respectivos partidos para ver se no meio de tanta desgraça encontro algum não tão medíocre como os outros.
Nunca pensei chegar às nove horas de um domingo de eleições sem saber em quem votar. Nunca tal coisa me tinha acontecido. Na realidade tinha vontade de ir para as mesas de voto fazer uns corninhos e outras coisitas do género na cara de cada um dos candidatos. Era o que eles mereciam. Era, pois. Mas depois, já se sabe, não me sentiria bem comigo mesma. Por isso, vou continuar por aqui a enumerar prós e contras dos candidatos e respectivos partidos para ver se no meio de tanta desgraça encontro algum não tão medíocre como os outros.
A minha veia de fashionista e o blogue da Chiara
Saturday, 4 June 2011
A minha veia de fashionista alimenta-se com alguma frequência de blogues de moda. Digam o que disserem, ter um blogue de moda é o que está a dar. Ter um blogue de moda, por assim dizer, é o novo preto. Os bons bloggers de moda, quando reconhecidos, são hoje em dia quase mais influentes do que as editoras de moda das Vogues e de outras revistas. Vai daí, pelo menos uma vez por semana, dou-lhe de comer (à minha veia), passando um tempito nos blogues das moçoilas que passam a vida a postar fotos delas mesmas, envergando as mais diferentes fatiotas. Quase todos blogues estrangeiros. Ainda não conheci nenhum português que me enchesse as medidas, confesso (aceitam-se sugestões).
Um deles e um dos meus favoritos é o da Chiara. Pouco mais sei da Chiara (em geral, neste tipo de blogues, limito-me a ver as fotos, e, no caso de gostar de alguma peça, vejo qual a marca) a não ser que é uma moça italiana bem gira, que tem um blogue muito famoso e que, graças a ele(?), recebe carradas de presentes dos estilistas mais importantes - as últimas carteiras, os últimos sapatos, a última maquilhagem, as últimas peças de roupa (alguns de ir ao céu e ver estrelas, lindos, lindos, outros dignos de um filme de terror) - e tem já a sua própria marca. Mas sei que a Chiara tem uma rica vida. Oh se tem. Ele é Cannnes, ele é Vegas, ele é Nova Iorque, ele é Paris, ele é Londres. Sempre com um ar muito fresco.
Quando vejo o blogue da Chiara fico sempre com a sensação de que as únicas preocupações dela se resumem a escolher qual a roupa que vai usar nesse dia ou se vai posar com odesenxabido do namorado ou com o cachorro (pelo que vejo neste tipo de blogues, nunca nos devemos esquecer - os cachorros e os namorados são adereços fundamentais, assim como uma carteira ou como um par de sapatos). Ela terá, com certeza, outras preocupações, mas a verdade é que disfarça muito bem. E, numa altura de crise, é disto que nós precisamos. De pessoas que nos façam sonhar com futilidades e nos façam esquecer os problemas reais, de pessoas que nos façam acreditar que um dia, ainda que num futuro longínquo, iremos ter um closet como o delas.
Um deles e um dos meus favoritos é o da Chiara. Pouco mais sei da Chiara (em geral, neste tipo de blogues, limito-me a ver as fotos, e, no caso de gostar de alguma peça, vejo qual a marca) a não ser que é uma moça italiana bem gira, que tem um blogue muito famoso e que, graças a ele(?), recebe carradas de presentes dos estilistas mais importantes - as últimas carteiras, os últimos sapatos, a última maquilhagem, as últimas peças de roupa (alguns de ir ao céu e ver estrelas, lindos, lindos, outros dignos de um filme de terror) - e tem já a sua própria marca. Mas sei que a Chiara tem uma rica vida. Oh se tem. Ele é Cannnes, ele é Vegas, ele é Nova Iorque, ele é Paris, ele é Londres. Sempre com um ar muito fresco.
Quando vejo o blogue da Chiara fico sempre com a sensação de que as únicas preocupações dela se resumem a escolher qual a roupa que vai usar nesse dia ou se vai posar com o
Das bloggers que eu adoro ou de como há palavras que poderiam ser minhas
Anne Hathaway fotografada by Matt Jones
Devo começar por esclarecer imediatamente que, para mim, a vida sem chocolate não faz sentido nem nunca fez. Desde que me lembro de ser gente, como se costuma dizer, que a importância do chocolate na minha vida foi sempre fundamental - o leitinho com chocolate pela manhã alegrava-me o pequeno almoço; o caramelo do Mars dava todo um renovado entusiasmo aos fins-de-semana, em que ainda por cima o Duarte e Companhia passava na televisão. Mais tarde, fui crescendo e descobrindo as maravilhas sedosas de um Guylian ou Côte d'Or, embora não Godiva, não acho muita piada a este último; porém, considero que, por exemplo, a opção Milka é perfeitamente aceitável e sai muito em conta. E o que dizer de um quadrado negro 84% cacau a derreter na boca, a acompanhar o café ou o chá? Não é preciso mais nada na vida.
Bom. Como o chocolate é parte integrante do meu ser, é natural que eu seja uma pessoa aberta às várias combinações que o chocolate permite, mormente chocolate com chantilly, chocolate com frutos secos, chocolate com fruta. Com fruta? Com certa fruta. Sim, porque estou em crer que quem aprecia verdadeiramente chocolate sabe que esta ambrósia quase divina não se presta a qualquer tipo de fruta, aliás, não se presta a quase nenhuma fruta. O chocolate, como muitas pessoas que por aí andam, é esquisito e comichoso (belo vocábulo). Sendo comichoso, gosta de uma fambroesa ou de uma bananinha, por exemplo, e até admito que goste de um morango, agora - de laranja? Duvido muito.
...
Há combinações que são assim, em teoria parecem bem, mas na realidade são um desastre. E, se a pessoa não é esperta e não as topa à distância (às combinações, quero eu dizer), fica com a vida e com o intestino estragado, e depois as coisas muito dificilmente voltam ao que eram antes. Ah, pois.
Escrito por Rita F., no seu Rua da Abadia (outro dos meus blogues favoritos)
Devo começar por esclarecer imediatamente que, para mim, a vida sem chocolate não faz sentido nem nunca fez. Desde que me lembro de ser gente, como se costuma dizer, que a importância do chocolate na minha vida foi sempre fundamental - o leitinho com chocolate pela manhã alegrava-me o pequeno almoço; o caramelo do Mars dava todo um renovado entusiasmo aos fins-de-semana, em que ainda por cima o Duarte e Companhia passava na televisão. Mais tarde, fui crescendo e descobrindo as maravilhas sedosas de um Guylian ou Côte d'Or, embora não Godiva, não acho muita piada a este último; porém, considero que, por exemplo, a opção Milka é perfeitamente aceitável e sai muito em conta. E o que dizer de um quadrado negro 84% cacau a derreter na boca, a acompanhar o café ou o chá? Não é preciso mais nada na vida.
Bom. Como o chocolate é parte integrante do meu ser, é natural que eu seja uma pessoa aberta às várias combinações que o chocolate permite, mormente chocolate com chantilly, chocolate com frutos secos, chocolate com fruta. Com fruta? Com certa fruta. Sim, porque estou em crer que quem aprecia verdadeiramente chocolate sabe que esta ambrósia quase divina não se presta a qualquer tipo de fruta, aliás, não se presta a quase nenhuma fruta. O chocolate, como muitas pessoas que por aí andam, é esquisito e comichoso (belo vocábulo). Sendo comichoso, gosta de uma fambroesa ou de uma bananinha, por exemplo, e até admito que goste de um morango, agora - de laranja? Duvido muito.
...
Há combinações que são assim, em teoria parecem bem, mas na realidade são um desastre. E, se a pessoa não é esperta e não as topa à distância (às combinações, quero eu dizer), fica com a vida e com o intestino estragado, e depois as coisas muito dificilmente voltam ao que eram antes. Ah, pois.
Escrito por Rita F., no seu Rua da Abadia (outro dos meus blogues favoritos)
O Barney ou de como há homens que são um corta-interesse total
Thursday, 2 June 2011
Paul Giamatti e Rosamund Pike em "Barney's Version"
Ontem fui ver o filme "Barney"s Version" e nunca pensei que me causasse tanta urticária. Não que o filme seja mau, não, o filme é bem interessante, é leve, os atores são ótimos. O problema foi mesmo o Barney, personagem tão bem interpretada pelo Paul Giamatti. O Barney, para além de fisicamente não ser nada favorecido, era uma nulidade em tudo. No trabalho. Nas relações. E ainda era um estuporzinho de um traidor. No dia de um dos seus casamentos apaixonou-se por uma convidada e tudo fez para que ela ficasse com ele, por exemplo, mantendo o seu casamento. Para além disto tudo, o Barney fumava e bebia o dia inteiro, apanhando bebedeiras de caixão à cova, e ainda devorava os jogos que passavam na televisão como um maluquinho.
O pior de tudo, e daí a urticária, é que o Barney ilustra na perfeição uma classe de homens que para mim são um corta-interesse total. E tantos que há por aí. Tantos, senhores. Já conheci mulheres bem interessantes (como uma das que veio a casar com o Barney) que estão casadas há anos com Barneys, presas a um casamento que não lhes traz nada de bom, apenas chatices. Só porque se acostumaram àquilo, e porque, inacreditavelmente, ainda conseguem amar aquelas criaturas, não sabendo bem porquê. Talvez pelo medo de ficarem sozinhas. Não sei. A realidade é que conheço algumas assim, que mereciam mil vezes melhor do que aquilo que têm. Eu tenho para mim que nunca (sim, eu sei que nunca devemos dizer nunca, mas aqui quase que arriscaria) me sujeitaria a uma relação com um Barney. Antes sozinha a dormir debaixo de uma ponte.
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