
Janice Dickenson (medonha)
Embora não concorde com a maior parte das cirurgias plásticas que se fazem hoje em dia como quem vai beber um copito de água, embora ache que uma anestesia geral é um verdadeiro horror, embora ache que dificilmente me submeteria a dias e dias de dores e mau-estar só para ficar com um aspecto diferente - muitas vezes duvidoso e vulgar - há duas cirurgias plásticas que eu faria num abrir e fechar de olhos caso precisasse. Talvez por conhecer duas pessoas que as tenham feito e que tenham tido resultados muito bons, talvez porque me tenham dito que a sua vida melhorou depois delas.
A primeira seria uma rinoplastia, caso não gostasse do meu nariz. O que não é o caso. E a outra seria uma redução mamária, caso tivesse mamas exageradamente grandes. O que, felizmente, também não é o caso. E estas duas porquê?
A rinoplastia porque acho que um nariz feio, faz uma cara feia. Que o diga a minha colega da faculdade que passou de um patinho feio com um nariz completamente torto e esquisito, tipo papagaio esmurrado, a um cisne. Eu nem a reconheci quando um dia na Baixa ela me acenou.
A redução mamária porque ninguém merece ser conhecida como a rapariga das mamas grandes, ninguém merece dar cabo da coluna porque teve a infelicidade de nascer com mamas feitas para alimentar toda a população da China, porque não há soutiens giros para estes números e porque são um desconforto para tudo, que o diga a minha amiga R. que agora tem as mamocas mais perfeitas do mundo, sem o aspecto duvidoso e falso do silicone.
O resto das cirurgias plásticas, a não ser aquelas para correcção de deformações, não acho, sinceramente, que compensem o sofrimento. Que não é pouco.
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