Eu quando escrevi o post anterior não me estava a referir a uma mulher louca que aos trinta e nove anos quer muito ser mãe e que, como nunca mais se apaixona, vai de conhecer um qualquer, e, sem lhe dizer nada, vá de engravidar à força toda. Não, isso é outra história. Isso é completamente condenável.
Eu não me estava a referir a uma situação extrema dessas. Eu estava a referir-me a uma situação muito frequente mas sobre a qual as pessoas preferem não falar directamente, preferindo contar a outra versão da história, preferindo acreditar na outra versão da história. Pessoas que chegam a uma determinada idade e que vêem cada vez mais remota a possibilidade de encontrarem a pessoa que sempre procuraram para ser mãe ou pai e que depois até dão de caras com uma pessoa decente mas que não amam e até decidem assumir uma relação, muitas vezes apenas para concretizar esse desejo. Juntando o útil ao agradável. Eu conheço tantas. E vocês também devem conhecer. Mas como as pessoas não são parvas, não andam a gritar aos sete ventos que o fizeram.
Eu não condeno isto de forma nenhuma. Se a pessoa quer muito ter uma família, porque não tentar? Se a pessoa quer muito ser mãe é porque tem condições e amor suficiente para o fazer. Às tantas até corre melhor do que com outros que namoraram vinte anos e que neste momento estão de costas voltadas, estando um deles a ver o filho ao sábado durante cinco horas de quinze em quinze dias. Isso para mim, lamento, mas não é ser pai ou mãe. Não me venham com histórias.
É óbvio que o ideal são as duas pessoas que se amam terem o filho como fruto desse amor e estarem juntos até que a morte os separe. Sim, obviamente. Não há dúvida que uma criança precisa de uma mãe e de um pai. Mas isso, infelizmente, nem sempre acontece. E desde que as pessoas saibam o que estão a fazer e, acima de tudo, se respeitem mutuamente, não vejo qual o problema.
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