
Mischa Barton
No meu antigo endereço de messenger eu tenho umas duzentas pessoas. No meu actual umas quarenta. No antigo tenho todo o tipo de gente (gente que se foi acumulando ao longo de uns oito anos, desde os primórdios do messenger) - colegas, ex namorados, ex amigos, amigos, ex dates, ex casos. Tudo. E mesmo assim de vez em quando faço limpezas, mas há pessoas que por uma razão ou por outra nunca consegui excluir. Por isso, das poucas vezes que o abro, acabo, invariavelmente, a falar com alguém com quem não falo há séculos. Sobretudo ex dates. O mais engraçado disto é que são sempre eles a iniciar a conversa. E fazem-no sempre por uma de duas razões. Sempre. Eu topo-os à légua. Ou querem retomar as saídas que não acontecem para aí há uns cinco ou mais anos. E que hoje já não fariam qualquer sentido. Ou então querem espetar na minha cara a sua felicidade e o facto de estarem completamente apaixonados, casados, juntos, com filhos, sem filhos. Como quem diz: tu não me quiseste, mas eu arranjei quem me quisesse, toma, toma. Acabou mesmo agora de me acontecer. E eu acho engraçado. Palavra de honra, que me divirto imenso com a previsibilidade deles.
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